Os sistemas alimentares no centro da crise climática e a transição nutricional como medida de adaptação
- SOPAS UFRGS
- 14 de nov. de 2025
- 1 min de leitura
Vitória G. Duarte
Luíza Tavares
Juliana Macedo
As autoras analisam como os sistemas alimentares estão no centro da crise climática e por que a alimentação precisa se melhor incorporada na agenda das mudanças climáticas.
O texto discute como a agropecuária segue estruturada em um modelo ambientalmente insustentável, baseado em monoculturas, pecuária intensiva e expansão de florestas. Ao mesmo tempo, mostra como os próprios sistemas alimentares são profundamente afetados pelas mudanças climáticas, agravando desigualdades e a insegurança alimentar.
A análise também destaca como esses efeitos aceleram a transição nutricional, marcada pelo aumento do consumo de ultraprocessados e pelo avanço das doenças crônicas não transmissíveis. Nesse cenário, a promoção de dietas saudáveis e sustentáveis — apoiadas por políticas como agroecologia, taxação de ultraprocessados e fortalecimento de programas como PAA e PNAE — aparece como um caminho estratégico de mitigação e adaptação.
Por fim, as autoras chamam a atenção para a baixa prioridade histórica da alimentação nas COPs. Mesmo sediada na Amazônia, a COP30 corre o risco de repetir abordagens fragmentadas que ignoram as dimensões sociais, territoriais e éticas da produção de alimentos.
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